Ao menos 11 prefeitos são assassinados desde 2005 (notícia de 2008)
Último assassinato de prefeito ocorreu em 13 de janeiro deste ano.
'Prefeito é uma função de alto risco', diz presidente de confederação.
'Prefeito é uma função de alto risco', diz presidente de confederação.
André Luís NeryDo G1,
em São Paulo
Pelo menos 11 prefeitos e três
vice-prefeitos foram mortos desde 2005, quando começou o atual mandato dos
chefes dos executivos municipais, segundo levantamento do G1.
O prefeito assassinado mais
recentemente foi o de São Francisco do Glória (MG), Gilberto Souza e Silva (DEM), no dia 13 de janeiro deste
ano.
Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a função de prefeito "é muito espinhosa". "Entre todos os gestores públicos, incluindo deputados, senadores, governadores e presidente, é seguramente o cargo de maior risco", afirmou Ziulkoski (abaixo, a lista dos prefeitos assinados desde 2005).
Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a função de prefeito "é muito espinhosa". "Entre todos os gestores públicos, incluindo deputados, senadores, governadores e presidente, é seguramente o cargo de maior risco", afirmou Ziulkoski (abaixo, a lista dos prefeitos assinados desde 2005).
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Nome
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Município
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Morte
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Gilberto
Souza e Silva
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São Francisco do Glória (MG)
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13
de janeiro 2008
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Hilter
Alves Costa
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Ribamar
Fiquene (MA)
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16
de julho de 2007
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Gilberto
Ramos de Andrade
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Aurelino
Leal (BA)
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5
de maio de 2007
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Inácio
Carlos Moura
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Coronel
Murta (MG)
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28
de março de 2007
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Raimundo
Bartolomeu Santos
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Presidente
Vargas (MA)
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7
de março de 2007
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Edvaldo
dos Santos Ribeiro
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Roteiro
(AL)
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11
de setembro de 2006
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Manoel
Custódio Ramos
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Fênix
(PR)
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4
de fevereiro de 2006
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Flávio
Farias
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Porto
Estrela (MT)
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10
de outubro de 2005
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João Dehon Neto da Costa
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Grossos
(RN)
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23
de junho de 2005
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João
Henrique Leocádio Borges
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Buriti-Bravo
(MA)
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10
de março de 2005
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Valdenor
Cordeiro da Silva
|
Jussari
(BA)
|
2
de janeiro de 2005
|
"Não tenho nenhuma dúvida que
o cargo de prefeito é o mais vulnerável, mais perigoso. Eu já fui prefeito duas
vezes, mas não quero mais. Ninguém mais está querendo, porque prefeito é uma
função de alto risco, não só físico, mas patrimonial, familiar", destacou
Ziulkoski.
Último caso
Gilberto Souza e Silva, prefeito
de São Francisco do Glória (ES) estava em um bar na orla de Piúma, no
litoral do Espírito Santo, quando foi morto com quatro tiros. A possibilidade
de latrocínio, roubo seguido de morte, foi descartada pela polícia.
A hipótese mais provável é a de execução.
Na última terça-feira (22), a
polícia divulgou o retrato falado do suspeito de ter assassinado Silva. O
delegado Milton Sabino, de Piúma (ES), responsável pelo caso, disse acreditar
que o suspeito viajou para o Espírito Santo só para executar o prefeito.
Para Sabino, as investigações
reforçam a tese de crime político. "Está confirmada essa linha. Estamos
investigando crime de mando, político, sem descartar outras investigações, mas
essa é a linha principal. O mandante a gente acredita que não seja só um",
disse o delegado.
2007
No ano passado, os prefeitos de
Coronel Murta (MG), Inácio Carlos Moura (PP); de Presidente Vargas (MA),
Raimundo Bartolomeu Santos (PSC); de Ribamar Fiquene (MA), Hilter Alves Costa
(DEM); e de Aurelino Leal (BA), Gilberto Ramos de Andrade (PR), foram assassinados.
Segundo as investigações, a morte
do prefeito de Coronel Murta não foi motivada por vingança. "Nas
investigações já realizadas, foi esclarecido que os autores não buscavam matar
o prefeito, mas sim lesar seu patrimônio", disse o delegado Alcides Costa
no ano passado.
O delegado geral da Polícia Civil
do Maranhão, Jefferson Portela, afirmou ao G1 que o
inquérito que apura o assassinato do prefeito de Presidente Vargas já está no
poder Judiciário. "Na Polícia Civil, a investigação criminal já foi
concluída", disse.
Segundo Portela, as investigações
apontam o envolvimento de outros políticos na morte do prefeito.
"Os três executores do crime estão presos. Mas também foram
denunciados vários políticos, entre eles alguns vereadores",
afirmou o delegado.
Já a morte de Hilter Costa
ainda não foi solucionada. "Ele tinha um perfil de uma vastíssima
inimizade pessoal. A própria filha deu um tiro nele dentro de casa. Pouco antes
de morrer, mandou dar uma surra de chicote no genro. Ele mesmo matou duas
pessoas", disse Portela.
O prefeito de Aurelino Leal (BA),
Gilberto Ramos de Andrade, foi morto com um tiro no peito, num trecho da BR-101, perto da Fazenda Santa
Cruz.
O prefeito dirigia um Passat
quando foi interceptado por um Siena, que era ocupado por dois homens. Um deles
desceu e atirou no peito de Andrade. Mesmo baleado, ele tentou se esconder em
um matagal às margens da rodovia, mas foi espancado na cabeça.
Segundo a Secretaria de Segurança
Pública da Bahia, dois políticos da cidade foram apontados pelos autores do
crime como mandantes. O ex-prefeito José Augusto Neto está preso
desde o ano passado. Outro suspeito é o atual prefeito Giovani Lopes Gagliano
(PTN), que era o vice de Andrade, mas ele nega.
Outros casos
Em 2006, dois casos ganharam
repercussão. O prefeito de Roteiro (AL), Edvaldo dos Santos Ribeiro (PMDB), foi
assassinado em uma emboscada, enquanto o prefeito de Fênix (PR), Manoel
Custódio Ramos (PMDB), foi morto com cinco tiros após chegar em casa.
No caso da cidade paranaense,
Aristóteles Dias dos Santos Filho (PMDB), que era o vice e assumiu o cargo com
a morte do titular, foi preso acusado de ser um dos mandantes do assassinato de
Ramos. Aristóteles está preso na Delegacia de Campo Mourão.
Já em 2005, foram mortos os prefeitos de Buriti-Bravo (MA), João Henrique Leocádio Borges (PDT); de Porto Estrela (MT), Flávio Farias (PFL, atual DEM); de Jussari (BA), Valdenor Cordeiro da Silva (PSDB); e de Grossos (RN), João Dehon Neto da Costa (PPS).
Já em 2005, foram mortos os prefeitos de Buriti-Bravo (MA), João Henrique Leocádio Borges (PDT); de Porto Estrela (MT), Flávio Farias (PFL, atual DEM); de Jussari (BA), Valdenor Cordeiro da Silva (PSDB); e de Grossos (RN), João Dehon Neto da Costa (PPS).
No caso do município de Grossos, o
prefeito João Dehon Neto da Costa e seu motorista teriam sido mortos por engano
em uma ação policial, em Santa Maria (RN). Os seis policiais civis envolvidos
foram indiciados por homicídio doloso e lesão corporal.
Em relação ao prefeito de
Jussari, a polícia não conseguiu confirmar se ele se suicidou ou foi
envenenado. O prefeito de Porto Estrela foi assassinado quando
voltava para sua residência, enquanto o de Buriti-Bravo foi encontrado morto
com um tiro no ouvido.
Vices
Em 2006, foi assassinado o
vice-prefeito de Boa Vista do Ramos (AM), João Carlos Matos de Oliveira (PT).
No ano passado, foram mais dois casos de homicídios contra vices - Romeu
Ananias de Souza (PP), de Ibituruna (MG), e Gilberto Pereira Alves, Pilar (AL).
Segundo a polícia, o
vice-prefeito de Boa Vista do Ramos foi morto em 31 de dezembro de 2006 após discutir em um bar com um jovem de 21 anos, que teria exigido que João
Carlos Matos de Oliveira, que estava no local, lhe pagasse uma bebida.
O vice-prefeito de Ibituruna foi morto a tiros em 7 de abril do ano passado, dentro da própria casa, na frente de
um filho. O delegado responsável pelo caso, Osvaldo Wiermann Júnior, disse
ao G1 que as investigações descartaram a hipótese de
latrocínio.
Em relação ao assassinato do
vice-prefeito de Pilar, que aconteceu em 19 de janeiro de 2007, a polícia
prendeu três pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Entre os detidos,
estavam um ex-policial e o filho de um delegado da Polícia Civil.
Casos suspeitos
O prefeito de Monte Alto (SP), Gilberto Morgado (PT), morreu em 9 de
junho de 2006 após cair do 23º andar de um flat em São Paulo. Apesar de as
investigações da polícia não confirmarem, há suspeitas de que ele pode ter sido
empurrado.
Em abril de 2005, o prefeito de Capim Branco (MG), Francisco Enéas Xavier (PL, atual PR), foi encontrado morto, com a marca de um tiro no peito, em um sítio de sua propriedade, segundo a polícia. De acordo com as investigações, Xavier teria cometido suicídio.
Em abril de 2005, o prefeito de Capim Branco (MG), Francisco Enéas Xavier (PL, atual PR), foi encontrado morto, com a marca de um tiro no peito, em um sítio de sua propriedade, segundo a polícia. De acordo com as investigações, Xavier teria cometido suicídio.
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