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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


Uma guerra japonesa no Brasil
Filme Corações Sujos, em cartaz nos cinemas nacionais, conta a história dos conflitos no interior da comunidade japonesa no Brasil após o fim da Segunda Guerra Mundial
Para eles, a guerra não tinha terminado. A rendição era algo impensável e o exército imperial japonês, indestrutível. Mesmo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, para os japoneses das comunidades de imigrantes do interior paulista, a derrota de seu país era inaceitável. Sem falar português e impedidos pelo governo brasileiro de receber jornais e informações em sua língua, os japoneses que viviam no Brasil presenciaram, entre 1945 e 1947, um outro tipo de guerra. Entre eles mesmos.
Eles se sentiam vivendo em solo inimigo. Controlados pela polícia, os imigrantes japoneses não podiam se reunir em grupos, ensinar sua língua, hastear sua bandeira. Por isso, muitos deles não acreditaram quando rádios brasileiras anunciaram a rendição do imperador Hirohito aos americanos. Soava como contrapropaganda inimiga. E os que acreditassem nessas manipulações eram considerados traidores da pátria. Tinham os corações sujos.

O filme Corações sujos, do diretor Vicente Amorim, que estreia no dia 24 de agosto em circuito nacional, retrata essa impressionante guerra dentro da colônia japonesa no Brasil depois do término da Segunda Guerra. Uma comunidade que já contava com 200 mil pessoas na época. A história se baseia em fatos reais contados pelo jornalista Fernando Morais no livro homônimo (Companhia das Letras, 2000).
O filme, falado em grande parte em japonês, traz nomes importantes do cinema nipônico no elenco, como Eiji Okuda, Tsuyoshi Ihara (protagonista de Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood), e Shun Sugata. Em primeiro plano aparece a história ficcional de um casal, o fotógrafo Takahashi e a professora Miyuki, que ensina japonês aos filhos dos imigrantes. Inspirada nos casos retratados no livro de Morais, a trajetória do casal é um exemplo de como essa violenta guerra afetou as pessoas comuns da comunidade nipo-brasileira.
Vicente Amorim conta que, durante a realização do filme, ouviu de muitos descendentes de japoneses que “apenas um gaijin (um estrangeiro) poderia contar esta história”. Foi assim também quando Fernando Morais tentou desenterrar esse segredo, cuidadosamente guardado durante meio século pela comunidade que, hoje, conta com mais de 1 milhão de pessoas. Um misterioso segredo que “deixou um rastro de sangue e levou mais de 30 mil imigrantes para a cadeia”, segundo Morais.

Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/uma_guerra_japonesa_no_brasil.html



Leia mais: http://www.profleandro.com/noticias-da-historia/setembro-2012/

Neandertais gastavam mais tempo com tarefas domésticas do que com caçadas, diz estudo

Cotidiano de hominídeos, 'primos' do homem moderno, incluía muito mais atividades repetitivas do que se supunha, segundo nova pesquisa

Reprodução de neandertais feitas pela antropóloga Elisabeth Daynes, na França; pesquisa mostra que eles não caçavam o tempo todo, como se supunha (LatinStock)

A imagem de hominídeos fortes, que passavam a maior parte do tempo caçando para sobreviver, não corresponde ao cotidiano dos neandertais. A rotina dos 'primos' do homem moderno, que viveram entre 130.000 e 40.000 anos atrás na Europa e em partes da Ásia, parece ter sido bem mais tediosa, conforme pesquisa feita pela universidade de Cambridge, na Inglaterra, e publicada no periódico científico Plos One dessa quinta-feira.

Reprodução de Neandertais feitas pela antropóloga Elisabeth Daynes, na França
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NEANDERTAL
A Homo neanderthalensis é uma espécie extinta do gênero Homo, o mesmo dos humanos modernos, que viveu na Europa e em partes da Ásia entre 130.000 e 40.000 anos atrás. Os neandertais, que coexistiram com os Homo sapiens, receberam este nome porque a primeira ossada do homem pré-histórico foi encontrada em uma caverna no Vale de Neander, na Alemanha, em 1856. "Tal" significa "vale" em alemão.

HOMEM MODERNO
O Homo sapiens, espécie do homem moderno, surgiu na África há mais de 300 mil anos e começou a se expandir para a Europa há aproximadamente 40 mil anos.

Até agora, acreditava-se que os neandertais passavam a maior parte do tempo caçando para sobreviver. Isso porque os braços de espécimes encontradas por pesquisadores mostram uma certa assimetria, com o lado direito mais desenvolvido que o esquerdo, o que foi atribuído ao uso de lanças.

Para comprovar se a atividade de caça poderia produzir essa assimetria, os pesquisadores de Cambridge, liderados por Colin Shaw, submeteram voluntários a diferences exercícios musculares: três movimentos com lanças, simulando uma caçada, e quatro movimentos diferentes de raspagem, simulando o preparo da pele dos animais abatidos

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/neandertais-nao-cacavam-o-tempo-todo-conclui-estudo


Flagrantes do Barroco
Exposição de fotografias em cartaz no Museu Histórico Nacional, no Rio, revela os detalhes de alguns dos principais monumentos brasileiros dos séculos XVI a XVIII

Divulgação

Não há estado brasileiro que represente melhor o esplendor da arte e da arquitetura barrocas do que Minas Gerais. Mineiro nascido na cidade de Lavras, o fotógrafo Alex Salim entende isso perfeitamente. A exuberância dos detalhes das pinturas, esculturas e construções vigentes,especialmente nos ambientes sacros  construídos entre os séculos 16 e 18, compõe a mostra Arte Barroca Brasileira, em cartaz no Museu Histórico Nacional (RJ) até 14 de outubro.

Ainda que centrados nas igrejas mineiras, os 42 registros fotográficos de Salim também capturam o barroco presente em cidades do Nordeste do Brasil. Estudante da arquitetura do Brasil Colônia há mais de 25 anos, o fotógrafo lançou em 2010 um belo livro de fotos homônimo da exposição do MHN . A mostra é organizada em cinco blocos temáticos (Arquitetura, Azulejaria, Imaginária, Pintura e Talha), com textos explicativos a cargo de historiadores do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Minas Gerais (IEPHA-MG) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

ARTE BARROCA BRASILEIRA. ONDE: Museu Histórico Nacional, Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, Rio de Janeiro. QUANDO: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Até 14 de outubro. QUANTO: R$ 8. Estudantes da rede pública, crianças até 5 anos e maiores de 65 têm entrada franca; adultos entre 60 e 65 pagam meia. CONTATO: (21) 2550-9220. SITE: http://www.museuhistoriconacional.com.br.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/flagrantes_do_barroco.html

O pior dos livros de História

Votação nos Estados Unidos elege biografia de Thomas Jefferson como a obra com mais erros históricos já escrita
por Marco Antonio Barbosa

Alguma vez você se perguntou qual seria o livro de história mais equivocado de todos os tempos? Os leitores do portal History News Network responderam a essa questão elegendo The Jefferson Lies: Exposing the Myths You’ve Always Believe About Thomas Jefferson (“As mentiras de Jefferson: expondo os mitos sobre Thomas Jefferson nos quais você sempre acreditou”, em inglês), de David Barton, como o volume histórico menos confiável já editado.

Barton, considerado um dos mais influentes políticos evangélicos dos EUA e firmemente ligado ao Partido Republicano, compôs seu livro a partir da importância que a religião teria sobre a vida e as decisões políticas do terceiro presidente americano. Erros factuais e distorções ideológicas foram as principais reclamações dos participantes da pesquisa da HNN; segundo os historiadores Warren Throckmorton e Michael Coulter, autores do livro Getting Jefferson Right: Fact Checking Claims about Our Third President  (“Entendendo Jefferson: verificando os fatos sobre nosso terceiro presidente”), Barton “interpretou incorretamente e distorceu várias ideias e ações de Jefferson, particularmente suas visões e práticas sobre religião, escravatura e relações entre a Igreja e o Estado.”