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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


O homem por trás da Máscara de Ferro
Voltaire, Alexandre Dumas, e até Hollywood fizeram do famoso prisioneiro um indesejado gêmeo de Luís XIV. Três séculos após sua morte, os historiadores descrevem um homem que sabia demais

  por Michel Vergé-Franceschi

Prisão da Bastilha. Um homem de cerca de 45 anos sai da capela da fortaleza. De volta para a sua cela, acostumado com o regi-me carcerário, ele desaba. Ataque cardíaco? Embolia pulmonar? Hemorragia cerebral? Provavelmente algo do gênero. A embolia parece ser a causa mais provável, já que o prisioneiro ficou encarcerado durante 34 anos sem fazer muitos exercícios, causando problemas de circulação. O sedentarismo parece ter provocado um inchaço das pernas: “Ele tinha a perna um pouco grossa na parte de baixo”, ao que parece. Às vezes, ele tinha também dificuldades para respirar, como seu carcereiro, Bénigne Dauvergne de Saint-Mars, escreveu ao marquês de Louvois (secretário de Estado de Luís XIV) em 3 de maio de 1687, após a transferência do detento de Exilles para as ilhas de Lérins: “Fiquei só 12 dias na estrada, porque meu prisioneiro estava doente, ele dizia que não tinha tanto ar quanto desejava”. Certamente, as dificuldades respiratórias eram causadas pela máscara de aço e a lona encerada que cobria sua liteira. Esses dois sintomas podem ter sido de uma embolia pulmonar fatal: pernas inchadas e dificuldade de oxigenação, que levou a uma agonia rápida, de menos de 24 horas. Era o dia 19 de novembro de 1703.
 
Certidão de óbito Étienne du Jonca, tenente do rei na Bastilha, escreveu em seu diário: “Na segunda-feira 19 de novembro de 1703, o prisioneiro desconhecido, usando sempre uma máscara de veludo negro, que o sr. de Saint-Mars, governador, trouxe consigo [em 1698] ao voltar das ilhas Sainte-Marguerite e que ele guardou durante um longo tempo, passou mal ao sair da missa, e morreu no dia de hoje, às dez horas da noite sem ter tido uma doença grave. O sr. Giraut, nosso capelão, o havia confessado ontem. Surpreendido pela morte, ele não recebeu os sacramentos e nosso capelão encorajou-o por um momento antes de morrer, e esse prisioneiro desconhecido, guardado por tanto tempo, foi enterrado terça-feira às quatro horas da tarde, 20 de novembro, no cemitério de Saint-Paul, nossa paróquia. Na certidão de óbito colocamos um nome, também desconhecido, e o sr. de Rosarges, major, e o sr. Reil, cirurgião, assinaram o registro”. Ao lado, Du Jonca acrescentou: “Soube depois que ele tinha sido chamado no registro de sr. de Marchiel, e que pagamos 40 libras pelo enterro”.

Um senhor idoso estava muito abatido: o sr. de Saint-Mars, 77 anos, governador da Bastilha. Aba-lado, pois ele guardava aquele prisioneiro diariamente desde a sua chegada à fortaleza de Pignerol, em agosto de 1669. Saint-Mars, viúvo, cujo segundo fi lho acabara de ser fatalmente ferido na Batalha de Spire, no dia 15 de novembro de 1703, e já havia perdido o fi lho mais velho em combate, estava arrasado. Saint-Mars conviveu com o prisioneiro mascarado na Bastilha durante cinco anos. O jornal La Gazette Hollandaise, de J. T. Dubreuil, do dia 9 de outubro de 1698, publicou: “Paris, 3 de outubro: o sr. de Saint-Mars tomou posse do governo da Bastilha, onde mandou colocar um prisioneiro que estava com ele”.

Em setembro de 1687, o monsenhor Louis Fouquet, bispo de Agde, irmão de Nicolas Fouquet, ministro do rei, escreveu: “O sr. Saint-Mars transportou por ordem do rei um prisioneiro de Estado de Pignerol para as ilhas Sainte-Marguerite. Ninguém sabe quem ele é, há proibição de dizer seu nome e ordem de matá-lo se ele o falar... [Ele] estava trancado em uma liteira, com uma máscara de aço sobre o rosto, e tudo que se pôde saber de Saint-Mars foi que esse prisioneiro estava desde muitos anos em Pignerol e todas as pessoas que achamos que estão mortas não estão. Lembre-se da torre dos esquecidos de Procópio de Cesareia”. Monsenhor Fouquet ficou apreensivo. Seria o sr. superintendente, que dizem ter sido abatido em 1680 em Pignerol, que estaria escondido sob aquela máscara?

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/o_homem_por_tras_da_mascara_de_ferro.html







Sob o olhar dos imigrantes
Exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo traz pinturas, fotografias e outras obras feitas por estrangeiros recém-chegados no Brasil em fins do século XIX
por Marco Antonio Barbosa
 

Sem a presença marcante dos imigrantes vindos da Europa e do Oriente, a cidade de São Paulo seria outra.  Os diferentes modos como os viajantes recém-chegados enxergavam a metrópole são o foco da mostra São Paulo, Um Olhar de Imigrantes, que a Pinacoteca do Estado de São Paulo exibe até o final de dezembro.

Cerca de 30 obras (pinturas, gravuras, desenhos, fotografias) produzidas entre 1893 e 1980 retratam a visão dos artistas estrangeiros sobre a capital e as transformações pelas quais a cidade passou nos últimos 120 anos. São trabalhos de Massao Okinaka, Takeshi Suzuki, Tomoo Handa, Jorge Mori, Maria Bonomi, Mick Carnicelli e Ottone Zorlini, entre outros artistas.
 
“As grandes imigrações de trabalhadores foram decisivas para definir um horizonte cultural no Brasil”, afirma Ivo Mesquita, curador da mostra. As obras integram o acervo da instituição; a exposição é a primeira de uma série de mostras temporárias relacionadas à iconografia de São Paulo, organizadas a partir da coleção da Pinacoteca.

SÃO PAULO, UM OLHAR DE IMIGRANTES Onde:Pinacoteca do Estado de São Paulo, Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo. Quando: de terça a domingo, das 10h às 17h30; quinta, até às 22h. Até 30 de dezembro.Quanto: R$ 6 (estudantes pagam meia; crianças até 10 anos e idosos maiores de 60 não pagam; quinta, grátis a partir das 18h; sábado, grátis). Contato: (11) 3324-1000. Site: http://www.pinacoteca.org.br

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/sob_o_olhar_dos_imigrantes.html





Voltaire foi um ateu?
Ele condenou todas as religiões em suas obras e afirmou sempre que pôde que Deus não existe, certo? Errado!
por Olivier Tosseri
 

O filósofo e escritor François-Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, não era ateu, mas deísta. Estudou no Collège Louis-le-Grand, dirigido por jesuítas, e, mesmo sendo muito crítico em relação a eles, teria por toda vida uma grande admiração por seus professores e pelas grandes obras missionárias da Companhia de Jesus. Logo abandonou o espírito religioso, mas recusou o ateísmo. Estes versos resumem seu pensamento: “O mundo me intriga, e não posso imaginar / Que este relógio exista e não haja relojoeiro”.

Reconhecia um Deus na origem da criação do mundo que tinha influência no seu funcionamento, porém rejeitava qualquer intermediário entre Ele e os homens, como as religiões e suas tradições. Sua obra está repleta de referências ao “eterno geômetra”, ao “arquiteto” e ao “pragmático”. O combate de Voltaire não era uma luta contra Deus, mas contra o fanatismo religioso e a intolerância. “Deus não deve sofrer as consequências das besteiras do padre”, escreveu em uma de suas cartas. Sua ironia e sua capacidade de expressão estavam a serviço dessa causa. “Entende-se hoje por fanatismo uma loucura religiosa, obscura e cruel. É uma doença que se pega como a varíola”, escreveu no Dictionnaire philosophique, no verbete “Fanatismo”. Caracterizou esse último como um termo infame, e a partir de 1759, começou a assinar suas cartas como Ecr. L’inf., que significava “Écrasons l’infâme” (“Esmaguemos a infâmia”), seu lema abreviado.

Essas convicções inscrevem-se no humanismo do século XVIII, do qual Voltaire foi um dos maiores representantes. Ele pôs seu nome a serviço das vítimas da intolerância ou da arbitrariedade religiosa, tais como Sirven e o cavaleiro de la Barre (François-Jean Lefebvre, executado em 1766 sob acusação de profanar uma estátua de Cristo na cidade de Abeville, norte da França), e se envolvia ativamente, como no caso Jean Calas, um protestante injustamente acusado de matar o fi lho – que queria se converter ao catolicismo – e morreu torturado em 1762. O filósofo tomou sua defesa e publicou no ano seguinte o Traité sur la tolérance, um tratado sobre a tolerância, que, apesar da sua proibição, teria tamanha repercussão que Calas seria reabilitado, mesmo depois de morto.

Panfletos, peças de teatro, poemas, tudo servia para condenar e listar os infortúnios e os crimes do fanatismo e da intolerância. Islamismo, judaísmo ou cristianismo, nenhuma crença era poupada. Seus adversários o acusaram de solapar os fundamentos da religião – e, portanto, da monarquia – e promover a depravação dos costumes. Mas Voltaire foi seduzido pelas teorias de Locke e de Newton, que faziam de Deus um imperativo da razão para resolver o enigma do mundo. Segundo a ser sepultado no Panthéon de Paris, em 1791, depois de Mirabeau, ele foi celebrado pela 3ª República anticlerical, que o tornou um símbolo. A palavra “voltairianisme” até aparece na edição de 1873 do dicionário Littré, como “espírito de descrença zombeteiro em relação ao cristianismo”. Em fevereiro de 1778, quatro meses antes da sua morte, escreveu para o seu secretário Vagnière: “Morro adorando Deus, amando meus amigos, não odiando meus inimigos e detestando a superstição”. Em outras palavras, Voltaire morria como um verdadeiro filósofo.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/voltaire_foi_um_ateu_.html




Noticia Bônus: Mais guerreiros para Xian
Pesquisadores chineses encontram mais uma centena de estátuas dos famosos soldados de terracota do imperador Qin Shi Huang
por Marco Antonio Barbosa
 
O contingente não para de crescer. O já impressionante exército de soldados de terracota do mausoléu do imperador Qin Shi Huang, em Xian, na China, tem ainda mais guerreiros do que se imaginava. Acabam de ser encontrados mais 110.

Conhecidos como guerreiros de Xian, os 8 mil soldados em tamanho natural foram esculpidos há mais de 2.200 anos para proteger o imperador chinês em seu mausoléu, que se estende por quilômetros, em uma série de túneis e passagens. Os novos soldados foram descobertos em escavações no monte Li, a 30 km da cidade de Xian.

As pesquisas arqueológicas feitas no local são coordenadas por She Maosheng, do Museu de Guerreiros e Cavalos de Terracota Qin Shi Huang. Os novos achados incluem 12 estátuas de cavalos de cerâmica, além de armas e ferramentas. Para Maosheng, o mais impressionante das descobertas recentes é seu estado de conservação. As relíquias ainda trazem traços do colorido da pintura original. Os arqueólogos identificaram também a localização de outros 11 guerreiros em local que ainda será escavado.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/mais_guerreiros_para_xian.html



Leia mais: http://www.profleandro.com/noticias-da-historia/novembro-2012/

Paisagens do Brasil do século XIX
Pinturas originais do alemão Johann Moritz Rugendas são destaque na Pinacoteca do Estado de São Paulo
por Marco Antonio Barbosa
 
Muito do que se conhece das construções, dos costumes e da aparência dos habitantes do Brasil no século XIX se deve às pinturas de Johann Moritz Rugendas (1802-1858). O alemão aportou por aqui ainda na época colonial, em 1821; aos 19 anos, foi designado artista ofi cial da célebre expedição do barão Von Langsdorff , acompanhando as andanças dos exploradores pelo interior de São Paulo e Minas Gerais. Seus retratos da natureza e dos nascentes centros urbanos brasileiros se tornaram parte fundamental da iconografi a do Brasil Colônia.
 
Menos conhecido que o contemporâneo germânico, o francês Jean-Julien Deltil (1792-1853) ajudou a popularizar as pinturas de Rugendas transformando-as em painéis e papéis de parede – o mais famoso desses murais, Vistas do Brasil, também batiza a exposição que a Pinacoteca do Estado de São Paulo exibe até janeiro de 2013. As obras apresentam a visão do europeu sobre o Brasil, uma narrativa que leva em conta os aspectos do hábitat natural até os costumes de 200 anos atrás.

(venda em recife, lápis sobre prancha)
Rugendas chegou ao Brasil inspirado pelas andanças dos naturalistas Johann Baptist von Spix (1781-1826) e Carl von Martius (1794-1868), pioneiros na documentação da natureza e do estilo de vida da colônia. Antes, afinara suas habilidades no traço estudando na Academia de Artes de Munique. Reunindo-se a Langsdorff  na região norte do estado do Rio de Janeiro, Rugendas acompanhou a expedição através da serra da Mantiqueira, atingindo as cidades de Barbacena, São João del Rei, Mariana, Ouro Preto, Caeté, Sabará e Santa Luzia. Pouco antes de a caravana partir, por via fluvial, para a Amazônia, o pintor separou-se de Langsdorff ... uma decisão acertada, pois a viagem até Porto Velho (Rondônia) foi crivada de contratempos, acidentes e mortes (um dos pintores remanescentes, Adrien Taunay, morreria afogado no rio Guaporé, no Mato Grosso).

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/paisagens_do_brasil_do_seculo_xix.html




Porcelanas contam 600 anos de história
Até o fim de novembro, MASP recebe cerca de 70 peças do acervo Museu Nacional da Coreia nunca exibidas no Brasil
por Marco Antonio Barbosa
 

A  ascensão da dinastia Joseon ao poder da Coreia, um domínio que atravessou cinco séculos (1392-1910), é considerada também o marco inicial do que os especialistas chamam da “era de ouro” da cerâmica coreana. Contando muito sobre a história e as trans-formações vividas pelo país nesse extenso período, a exposição O Espectro Diverso – 600 Anos de Cerâmica Coreana, em cartaz no Museu de Arte de São Paulo, traz cerca de 70 peças cedidas pelo Museu Nacional da Coreia – várias delas remontam ao século XIV e nenhuma havia sido exposta no Brasil antes.

 
Antes de tudo funcionais, as peças de cerâmica oriental ajudam a entender também preceitos sociais, filosóficos e religiosos das sociedades que as utilizavam. Inicialmente de uso restrito às cerimônias da corte, a técnica da produção da porcelana se espalhou por todo o país. Ainda hoje, nas peças contemporâneas, encontram-se influências legadas pelo período. “É uma ocasião singular para apreciar a manifestação da beleza em seu estado mais puro, apesar da funcionalidade que as peças mostradas possam ter”, afirma Teixeira Coelho, curador do Masp.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/porcelanas_contam_600_anos_de_historia.html



Leia mais: http://www.profleandro.com/noticias-da-historia/novembro-2012/

Documentários estáticos de O Cruzeiro

Exposição apresenta parte do riquíssimo acervo da revista que se tornou uma das mais importantes do país nas décadas de 1940 e 1950
por Marco Antonio Barbosa
 
A publicação consolidou a fotoreportagem no país
Em 1928, o grupo Diários Associados lançava a revista semanal O Cruzeiro. Em pouco tempo, tornou-se uma dos mais emblemáticas  publicações da história da nossa imprensa, trazendo modernidade inédita à cobertura jornalística praticada por aqui.

A exposição Um olhar sobre O Cruzeiro: as origens do fotojornalismo no Brasil, em cartaz no Instituto Moreira Salles (RJ) até 7 de outubro, debruça-se sobre a importância da revista na consolidação do fotojornalismo nacional — nascido, pode-se dizer sem exagero, em suas páginas.
Concentrando-se nas décadas de 1940 e 1950, período considerado o mais inventivo e influente na história de revista, a mostra traz imagens produzidas por fotógrafos como Jean Manzon, Pierre Verger, Marcel Gautherot, Salomão Scliar, Indalécio Wanderley e Roberto Maia. Eles, e outros tantos profissionais, consolidaram o formato das fotorreportagens de O Cruzeiro, verdadeiros “documentários estáticos” que mostravam ao público, em imagens marcantes acompanhadas de textos curtos, ângulos inusitados e reveladores sobre assuntos de interesse público.

Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/documentarios_estaticos_de_o_cruzeiro.html



Noticia Bônus - Plantão

Morre aos 95 anos o historiador marxista Eric Hobsbawm
O intelectual influenciou gerações de historiadores e políticos em todo o mundo
Do R7, com agências internacionais


 Hobsbawm morreu no começo da manhã no hospital Royal Free de Londres, onde era tratado de uma pneumonia

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O influente historiador marxista Eric Hobsbawm, britânico de origem judaica, morreu nesta segunda-feira (1º) em Londres, aos 95 anos, confirmou sua família.
Hobsbawm morreu no começo da manhã no hospital Royal Free de Londres, onde era tratado de uma pneumonia, segundo a rede britânica BBC.
Um comunicado de sua família informou hoje que Hobsbawm deixa "não só sua mulher dos últimos 50 anos, Marlene, seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também seus milhares de leitores e pesquisadores no mundo todo".
Aos 95 anos, morre o intelectual marxista Eric Hobsbawm
Entre suas obras mais destacadas, que influenciaram gerações de historiadores, estão Era dos Extremos: o Breve Século XX: 1914 - 1991 e Globalização, Democracia e Terrorismo.
O intelectual, que usou os princípios do marxismo para explicar o mundo atual, publicou seu último livro em 2011, sob o título Como mudar o mundo.
Hobsbawm nasceu em Alexandria (Egito) em 1917, em uma família judia, e cresceu em Viena (Áustria) e Berlim (Alemanha) antes de se mudar para Londres em 1933, ano em que Hitler chegou ao poder na Alemanha.
O intelectual estudou na Universidade de Cambridge e em 1947 se tornou professor na universidade londrina de Birkbeck, onde colaborou durante anos até chegar a sua presidência.

Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/morre-aos-95-anos-o-historiador-marxista-eric-hobsbawm-20121001.html




Um Facebook pré-histórico
Pesquisador britânico afirma que desenhos rupestres na Rússia e na Suécia funcionavam como uma espécie de rede social da Idade do Bronze
por Marco Antonio Barbosa
 

Compartilhar fatos do cotidiano nas redes sociais, aguardando comentários públicos, parece ser o meio de comunicação do século XXI. No entanto, um pesquisador da Universidade de Cambridge identificou dois sítios pré-históricos, do final do Mesolítico até a Era do Bronze, que parecem ser uma espécie de ancestral do Facebook.
 
Mark Sapwell trabalhou com pinturas rupestres feitas em rochedos de Zalavruga, no nordeste da Rússia, e Nämforsen, no norte da Suécia. Por meio da análise de 2.500 desenhos rupestres encontrados nesses locais, o pesquisador acredita ter identificado uma forma de comunicação ancestral entre grupos de caçadores em uma época de transição entre nomadismo e agricultura.

Segundo o estudo, divulgado pela universidade britânica, os petróglifos desses dois sítios pré-históricos eram feitos para ser vistos por outros viajantes, que comentavam as pinturas ou acrescentavam algum desenho a ela. Há imagens repetidas centenas de vezes. Para Sapwell, cada figura reproduzida corresponde a um “curtir” – recurso da rede social Facebook. Muitas vezes, esses diálogos duravam centenas ou até milhares de anos.
Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/um_facebook_pre-historico.html




Neve e contrabando ameaçam Roma

Importantes patrimônios da histórica capital italiana foram afetados recentemente por nevascas e escavações arqueológicas ilegais

A recente queda de pedaços da Fontana di Trevi (imagem) reacendeu o debate sobre o corte de verbas para a conservação dos monumentos do país
A falta de conservação fez com que pedaços da Fontana de Trevi, monumento do século XVIII, se desprendessem da frisa superior e caíssem. Restauradores e conservadores tiveram de intervir para garantir que outras peças decorativas não se soltassem da fonte, que marca o final de uma rede de aquedutos que levava água a Roma na Antiguidade.

O incidente foi minimizado pelas autoridades italianas, que culparam infiltrações causadas pelas nevascas do começo do ano. Mas o caso reacendeu a discussão sobre a falta de verbas para a preservação dos monumentos históricos no país – reduzidas com a crise econômica europeia. Especialistas apontaram a necessidade de reparar a fonte, uma obra que custaria pelo menos 200 mil euros. Dias depois, uma empresa privada se prontificou a patrocinar o restauro.

Além dos desgastes causados pela ação do tempo, o patrimônio italiano tem lidado com outro tipo de ameaça. Uma operação da polícia revelou que sítios arqueológicos próximos de Roma estão sendo escavados ilegalmente. Foram apreendidos mais de 18 mil artefatos da época dos Impérios Romano e Bizantino retirados de três escavações clandestinas, uma necrópole e uma vila romana e um santuário dos séculos IV e V a.C., até então desconhecido. Cinco pessoas foram indiciadas.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/neve_e_contrabando_ameacam_roma.html




Moais viram fenômeno na internet
O interesse repentino pelas famosas estátuas da Ilha de Páscoa chegou até a tirar do ar site de universidade americana que escava na região

 Desde que a ilha de Páscoa, na Polinésia, foi identificada por uma expedição holandesa, em 1722, estátuas monolíticas gigantescas que ocupam toda a região intrigam pesquisadores. Chamadas de “moais”, essas peças esculpidas pelo povo rapa nui estão cercadas de mistério. Recentemente, o assunto voltou ao noticiário, com a circulação de imagens mostrando que as famosas estátuas são ainda maiores do que aparentam. Apesar de apenas suas cabeças ficarem à mostra, elas são figuras de corpo inteiro, parcialmente enterradas por causa de erosões.

Em maio deste ano, esses estudos arqueológicos ganharam uma popularidade inesperada. Um e-mail com fotos das estátuas de corpo inteiro se alastrou pela internet. O assunto gerou tanto interesse que o site do Easter Island Statue Project (EISP), da Universidade da Califórnia (UCLA), recebeu repentinamente mais de 3 milhões de acessos e chegou a sair do ar.

O curioso é que a revelação de que as estátuas têm corpo não é exatamente uma novidade para a comunidade científica – data de 1914, quando foram feitas as primeiras escavações na ilha. E uma das fotos que circulou é dos anos 1950.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/moais_viram_fenomeno_na_internet.html





 Aproveitando a onda do Halloween
O nosso Halloween nasceu na Antiguidade
Festa do Dia das Bruxas foi criada pelos celtas há mais de 2000 anos para homenagear os espíritos de seus antepassados
por Pietro Henrique Delallibera
  Druida representado em gravura inglesa de 1676. Estudos mostram que os celtas foram os pais do Dia das Bruxas
Hoje, dia 31 de outubro, diversos países comemoram o Halloween. A festa, importada há algumas décadas dos Estados Unidos, ganha cada vez mais popularidade entre nós brasileiros e a cada ano que passa movimenta parcelas maiores do mercado. No entanto, se engana que pensa que a origem do “Dia das Bruxas” é americana: as raízes mais profundas da comemoração remontam à Antiguidade.

(Druida representado em gravura inglesa de 1676.Estudos mostram que os celtas foram pais do dia das bruxas)
Sabe-se que os primeiros a realizar uma celebração semelhante à que conhecemos hoje foram os celtas. Esse povo, que viveu há cerca de 2000 anos onde atualmente estão a Irlanda, a Inglaterra e o norte de França, comemorava o seu ano novo no dia 1º de novembro, data que marcava o fim do verão, o término da colheita e o início de um rigoroso inverno. Por conta disso, a passagem do ano era associada com o início de um período sombrio, gélido, e na noite de 31 de outubro os celtas realizavam um festival chamado Samhain (se pronuncia “sow-in”). Nesse dia, acreditava-se que a fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos era desfeita, e as almas dos antepassados caminhavam sobre a Terra. Era justamente nesse dia que os druidas, espécies de “feiticeiros” celtas, aproveitavam a influência dessas presenças espirituais para realizar previsões sobre o próximo ano e a colheita vindoura.
Em meados da década de 40 da era cristã, os romanos já haviam conquistado a maior parte do território celta. Pelos 400 anos seguintes, essas regiões seriam dominadas pelo império dos césares, que promovia um festival muito semelhante à tradição do Samhain, chamado Feralia. Nesse dia, sempre no final de outubro, os romanos celebravam a passagem dos mortos para a outra vida. O convívio entre os dois povos fez com que os costumes se misturassem e incorporassem elementos em comum.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/halloween_nasceu_na_antiguidade.html


Leia mais: http://www.profleandro.com/noticias-da-historia/outubro-2012/

Anita Garibaldi, heroína da pátria
Catarinense entra para lista de personagens que o Estado brasileiro reconhece oficialmente como heróis da nossa história
por Graziella Beting
  Coleções de Arte da Cidade de Augsburgo

Alegoria da Revolução – Anita Garibaldi, óleo sobre papel sobre cartão, Johann Moritz Rugendas, 1846-48
Ela lutou pela República durante a Guerra dos Farrapos, no sul do Brasil, contra a ditadura no Uruguai e pela independência da Itália. Anita Garibaldi (1821-1849), catarinense de Laguna, ganhou a alcunha de “heroína dos dois mundos” e agora foi oficialmente reconhecida pelo Estado brasileiro pela dedicação com a qual batalhou pela nação. O nome de Anita faz parte, desde maio, do “Livro dos heróis da pátria”.
 
Chamado também de “Livro de aço”, conservado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na praça dos Três Poderes, em Brasília, o volume registra, “perpetuamente”, o nome de brasileiros tidos como heróis da nação. A distinção é feita por meio de edição de lei, publicada no Diário Oficial da União.

Outro homenageado este ano foi o padre Roberto Landell de Moura, o brasileiro que realizou, no final do século XIX, as primeiras transmissões de rádio sem fio. Criada em 2007, a lista conta com heróis como Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Zumbi dos Palmares, marechal Deodoro da Fonseca, D. Pedro I, duque de Caxias, Santos Dumont, José Bonifácio de Andrada e Silva, Heitor Villa-Lobos, José Hipólito da Costa, Getúlio Vargas, Chico Mendes e Anna Nery, entre outros.

Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/anita_garibaldi_heroina_da_patria.html



Centro de São Paulo na palma da mão
Aplicativos para celular criam roteiros turísticos que passam pelos principais pontos históricos e artísticos da capital paulista
por Graziella Beting
 Creative Commons

Dois aplicativos para celular criados recentemente oferecem um modo diferente de aproveitar a cidade: um audiotour pelo centro antigo e um mapa interativo que destaca as obras de arte e arquitetura da capital paulista.

O site Visite São Paulo (www.visitesaopaulo.com/roteiros) se inspirou nos audioguias, comuns em museus estrangeiros, para montar um roteiro guiado pelo centro da cidade. A visita começa pelas escadarias da catedral da Sé, passa pelo Solar da Marquesa de Santos, Pátio do Colégio, Centro Cultural Banco do Brasil, edifício Matarazzo, viaduto do Chá e termina no Vale do Anhangabaú, contando a história desses e de outros monumentos e pontos do percurso.    


Já o projeto Arte Fora do Museu (www.arteforadomuseu.com.br) oferece um mapa interativo com 103 obras de arte espalhadas pela cidade. Ao clicar sobre a atração indicada, o usuário tem acesso a textos, áudio e entrevistas com críticos de arte, arquitetos e especialistas que falam sobre a importância das obras destacadas. Os dois aplicativos estão disponíveis também na loja virtual iTunes.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/centro_de_sao_paulo_na_palma_da_mao.html


Uma guerra japonesa no Brasil
Filme Corações Sujos, em cartaz nos cinemas nacionais, conta a história dos conflitos no interior da comunidade japonesa no Brasil após o fim da Segunda Guerra Mundial
Para eles, a guerra não tinha terminado. A rendição era algo impensável e o exército imperial japonês, indestrutível. Mesmo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, para os japoneses das comunidades de imigrantes do interior paulista, a derrota de seu país era inaceitável. Sem falar português e impedidos pelo governo brasileiro de receber jornais e informações em sua língua, os japoneses que viviam no Brasil presenciaram, entre 1945 e 1947, um outro tipo de guerra. Entre eles mesmos.
Eles se sentiam vivendo em solo inimigo. Controlados pela polícia, os imigrantes japoneses não podiam se reunir em grupos, ensinar sua língua, hastear sua bandeira. Por isso, muitos deles não acreditaram quando rádios brasileiras anunciaram a rendição do imperador Hirohito aos americanos. Soava como contrapropaganda inimiga. E os que acreditassem nessas manipulações eram considerados traidores da pátria. Tinham os corações sujos.

O filme Corações sujos, do diretor Vicente Amorim, que estreia no dia 24 de agosto em circuito nacional, retrata essa impressionante guerra dentro da colônia japonesa no Brasil depois do término da Segunda Guerra. Uma comunidade que já contava com 200 mil pessoas na época. A história se baseia em fatos reais contados pelo jornalista Fernando Morais no livro homônimo (Companhia das Letras, 2000).
O filme, falado em grande parte em japonês, traz nomes importantes do cinema nipônico no elenco, como Eiji Okuda, Tsuyoshi Ihara (protagonista de Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood), e Shun Sugata. Em primeiro plano aparece a história ficcional de um casal, o fotógrafo Takahashi e a professora Miyuki, que ensina japonês aos filhos dos imigrantes. Inspirada nos casos retratados no livro de Morais, a trajetória do casal é um exemplo de como essa violenta guerra afetou as pessoas comuns da comunidade nipo-brasileira.
Vicente Amorim conta que, durante a realização do filme, ouviu de muitos descendentes de japoneses que “apenas um gaijin (um estrangeiro) poderia contar esta história”. Foi assim também quando Fernando Morais tentou desenterrar esse segredo, cuidadosamente guardado durante meio século pela comunidade que, hoje, conta com mais de 1 milhão de pessoas. Um misterioso segredo que “deixou um rastro de sangue e levou mais de 30 mil imigrantes para a cadeia”, segundo Morais.

Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/uma_guerra_japonesa_no_brasil.html



Leia mais: http://www.profleandro.com/noticias-da-historia/setembro-2012/

Neandertais gastavam mais tempo com tarefas domésticas do que com caçadas, diz estudo

Cotidiano de hominídeos, 'primos' do homem moderno, incluía muito mais atividades repetitivas do que se supunha, segundo nova pesquisa

Reprodução de neandertais feitas pela antropóloga Elisabeth Daynes, na França; pesquisa mostra que eles não caçavam o tempo todo, como se supunha (LatinStock)

A imagem de hominídeos fortes, que passavam a maior parte do tempo caçando para sobreviver, não corresponde ao cotidiano dos neandertais. A rotina dos 'primos' do homem moderno, que viveram entre 130.000 e 40.000 anos atrás na Europa e em partes da Ásia, parece ter sido bem mais tediosa, conforme pesquisa feita pela universidade de Cambridge, na Inglaterra, e publicada no periódico científico Plos One dessa quinta-feira.

Reprodução de Neandertais feitas pela antropóloga Elisabeth Daynes, na França
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NEANDERTAL
A Homo neanderthalensis é uma espécie extinta do gênero Homo, o mesmo dos humanos modernos, que viveu na Europa e em partes da Ásia entre 130.000 e 40.000 anos atrás. Os neandertais, que coexistiram com os Homo sapiens, receberam este nome porque a primeira ossada do homem pré-histórico foi encontrada em uma caverna no Vale de Neander, na Alemanha, em 1856. "Tal" significa "vale" em alemão.

HOMEM MODERNO
O Homo sapiens, espécie do homem moderno, surgiu na África há mais de 300 mil anos e começou a se expandir para a Europa há aproximadamente 40 mil anos.

Até agora, acreditava-se que os neandertais passavam a maior parte do tempo caçando para sobreviver. Isso porque os braços de espécimes encontradas por pesquisadores mostram uma certa assimetria, com o lado direito mais desenvolvido que o esquerdo, o que foi atribuído ao uso de lanças.

Para comprovar se a atividade de caça poderia produzir essa assimetria, os pesquisadores de Cambridge, liderados por Colin Shaw, submeteram voluntários a diferences exercícios musculares: três movimentos com lanças, simulando uma caçada, e quatro movimentos diferentes de raspagem, simulando o preparo da pele dos animais abatidos

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/neandertais-nao-cacavam-o-tempo-todo-conclui-estudo


Flagrantes do Barroco
Exposição de fotografias em cartaz no Museu Histórico Nacional, no Rio, revela os detalhes de alguns dos principais monumentos brasileiros dos séculos XVI a XVIII

Divulgação

Não há estado brasileiro que represente melhor o esplendor da arte e da arquitetura barrocas do que Minas Gerais. Mineiro nascido na cidade de Lavras, o fotógrafo Alex Salim entende isso perfeitamente. A exuberância dos detalhes das pinturas, esculturas e construções vigentes,especialmente nos ambientes sacros  construídos entre os séculos 16 e 18, compõe a mostra Arte Barroca Brasileira, em cartaz no Museu Histórico Nacional (RJ) até 14 de outubro.

Ainda que centrados nas igrejas mineiras, os 42 registros fotográficos de Salim também capturam o barroco presente em cidades do Nordeste do Brasil. Estudante da arquitetura do Brasil Colônia há mais de 25 anos, o fotógrafo lançou em 2010 um belo livro de fotos homônimo da exposição do MHN . A mostra é organizada em cinco blocos temáticos (Arquitetura, Azulejaria, Imaginária, Pintura e Talha), com textos explicativos a cargo de historiadores do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Minas Gerais (IEPHA-MG) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

ARTE BARROCA BRASILEIRA. ONDE: Museu Histórico Nacional, Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, Rio de Janeiro. QUANDO: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Até 14 de outubro. QUANTO: R$ 8. Estudantes da rede pública, crianças até 5 anos e maiores de 65 têm entrada franca; adultos entre 60 e 65 pagam meia. CONTATO: (21) 2550-9220. SITE: http://www.museuhistoriconacional.com.br.

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/flagrantes_do_barroco.html

O pior dos livros de História

Votação nos Estados Unidos elege biografia de Thomas Jefferson como a obra com mais erros históricos já escrita
por Marco Antonio Barbosa

Alguma vez você se perguntou qual seria o livro de história mais equivocado de todos os tempos? Os leitores do portal History News Network responderam a essa questão elegendo The Jefferson Lies: Exposing the Myths You’ve Always Believe About Thomas Jefferson (“As mentiras de Jefferson: expondo os mitos sobre Thomas Jefferson nos quais você sempre acreditou”, em inglês), de David Barton, como o volume histórico menos confiável já editado.

Barton, considerado um dos mais influentes políticos evangélicos dos EUA e firmemente ligado ao Partido Republicano, compôs seu livro a partir da importância que a religião teria sobre a vida e as decisões políticas do terceiro presidente americano. Erros factuais e distorções ideológicas foram as principais reclamações dos participantes da pesquisa da HNN; segundo os historiadores Warren Throckmorton e Michael Coulter, autores do livro Getting Jefferson Right: Fact Checking Claims about Our Third President  (“Entendendo Jefferson: verificando os fatos sobre nosso terceiro presidente”), Barton “interpretou incorretamente e distorceu várias ideias e ações de Jefferson, particularmente suas visões e práticas sobre religião, escravatura e relações entre a Igreja e o Estado.”




O primeiro museu de história do Brasil
Museu Histórico Nacional, no Rio, completa 90 anos neste mês de agosto e comemora com uma mostra sobre a sua trajetória quase centenária
por Graziella Beting
  Divulgação

Sala do MHN onde está exposto o quadro <i>Combate Naval do Riachuelo</i>, de Victor Meirelles
Agosto de 1922. Entre os eventos previstos para celebrar o centenário da Independência do Brasil, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Museu Histórico Nacional (MHN), o primeiro do gênero no país. Neste mês, a instituição celebra seus 90 anos com uma mostra que conta sua trajetória, da exposição internacional inaugural lançada pelo presidente Epitácio Pessoa até os dias de hoje.


Tendo Gustavo Barroso como diretor pelos primeiros 35 anos, o MHN constituiu sua coleção – formada por moedas, condecorações, medalhas, uniformes militares, pinturas históricas, documentos e louças brasonadas – seguindo uma lógica de glorificação da história do Brasil por meio da exaltação de feitos militares e heróis.

Ao longo dos anos, a coleção foi se diversificando, incluindo temas e objetos voltados para o cotidiano da sociedade. O prédio onde funciona o MHN foi construído em 1762 e conserva suas características originais.

Fonte:http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/o_primeiro_museu_de_historia_do_brasil.html





Canhões de 400 anos intrigam arqueólogos!!
Pesquisadores tentam decifrar porque essas peças, datadas do início do século XVII, estavam soterradas na região portuária do Rio de Janeiro
por Graziella Beting
Momento da retirada de um dos canhões
As obras na zona portuária do Rio de Janeiro revelaram mais uma surpresa. Durante escavações na região, foram encontrados três canhões que datam, provavelmente, do início do século XVII.Descobertas no primeiro semestre, as peças de artilharia estão intrigando arqueólogos e historiadores militares. Não se conhecia a existência de um esquema de defesa do tipo nessa região da orla, próxima ao morro da Conceição, apesar de as peças datarem de uma época em que o Rio era alvo constante de invasões.
As obras de revitalização na região são acompanhadas por uma arqueóloga, Tânia Andrade de Lima, que considera que os canhões podem ser os mais antigos do Brasil. Com cerca de 1 tonelada cada um, e medindo de 1,5 a 1,7 metros de comprimento, acredita-se que as peças foram jogadas no mar quando a bateria foi desativada e, com o passar do tempo, afundaram.
Os canhões agora estão sendo estudados por especialistas do Museu Nacional.


Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/canhoes_de_400_anos_intrigam_arqueologos.