quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


Paisagens do Brasil do século XIX
Pinturas originais do alemão Johann Moritz Rugendas são destaque na Pinacoteca do Estado de São Paulo
por Marco Antonio Barbosa
 
Muito do que se conhece das construções, dos costumes e da aparência dos habitantes do Brasil no século XIX se deve às pinturas de Johann Moritz Rugendas (1802-1858). O alemão aportou por aqui ainda na época colonial, em 1821; aos 19 anos, foi designado artista ofi cial da célebre expedição do barão Von Langsdorff , acompanhando as andanças dos exploradores pelo interior de São Paulo e Minas Gerais. Seus retratos da natureza e dos nascentes centros urbanos brasileiros se tornaram parte fundamental da iconografi a do Brasil Colônia.
 
Menos conhecido que o contemporâneo germânico, o francês Jean-Julien Deltil (1792-1853) ajudou a popularizar as pinturas de Rugendas transformando-as em painéis e papéis de parede – o mais famoso desses murais, Vistas do Brasil, também batiza a exposição que a Pinacoteca do Estado de São Paulo exibe até janeiro de 2013. As obras apresentam a visão do europeu sobre o Brasil, uma narrativa que leva em conta os aspectos do hábitat natural até os costumes de 200 anos atrás.

(venda em recife, lápis sobre prancha)
Rugendas chegou ao Brasil inspirado pelas andanças dos naturalistas Johann Baptist von Spix (1781-1826) e Carl von Martius (1794-1868), pioneiros na documentação da natureza e do estilo de vida da colônia. Antes, afinara suas habilidades no traço estudando na Academia de Artes de Munique. Reunindo-se a Langsdorff  na região norte do estado do Rio de Janeiro, Rugendas acompanhou a expedição através da serra da Mantiqueira, atingindo as cidades de Barbacena, São João del Rei, Mariana, Ouro Preto, Caeté, Sabará e Santa Luzia. Pouco antes de a caravana partir, por via fluvial, para a Amazônia, o pintor separou-se de Langsdorff ... uma decisão acertada, pois a viagem até Porto Velho (Rondônia) foi crivada de contratempos, acidentes e mortes (um dos pintores remanescentes, Adrien Taunay, morreria afogado no rio Guaporé, no Mato Grosso).

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/paisagens_do_brasil_do_seculo_xix.html



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